WayCarbon Talks: Como a tecnologia pode reduzir o esforço operacional na agenda ESG?
Há uma década, os relatos de sustentabilidade eram levantamentos anuais com olhar puramente retrospectivo, realizados por meio de planilhas e com grande esforço operacional. Com a evolução dos sistemas tecnológicos, os reportes e inventários de emissões se transformaram em ferramentas de gestão dinâmica, capazes de identificar gaps e oportunidades de melhoria em processos.
“Anteriormente, o cliente nos procurava buscando entender como calcular emissões. Agora, ele busca compreender como integrar essas emissões à sua estratégia corporativa”, explica Beatriz Reis, Gerente de Customer Success da WayCarbon.
Dando continuidade a esse avanço, o desenvolvimento acelerado da inteligência artificial generativa trouxe maior capacidade de processamento para altos volumes de dados.”Temos como clientes grandes empresas que possuem um número elevado de informações a serem trabalhadas. O processo de realizar a validação do dado, reportar e passar por auditorias seria inviável sem o apoio da tecnologia”, completa João Freitas, Head de Tecnologia da empresa.
Os dois líderes foram os convidados do episódio mais recente do WayCarbon Talks, videocast apresentado por Lauro Marins, Head de Consultoria e Soluções Digitais da WayCarbon, que aborda tecnologia, negócios e a evolução do Ecosystem: a plataforma de gestão climática e ESG da companhia.
Confira abaixo os principais insights do episódio:
IA além do hype
No contexto da discussão sobre tecnologia, os especialistas explicaram que adotar a inteligência artificial generativa não é, por si só, um diferencial competitivo. O que determina seu impacto é a capacidade de aplicá-la com propósito, conhecimento especializado e compreensão do contexto em que será utilizada.
O valor da equipe por trás da tecnologia
Os convidados também reforçaram o papel do direcionamento humano na aplicação desse tipo de ferramenta.”O agente funciona como um copiloto, executa o tratamento de informações, mas as pessoas permanecem no centro das decisões. Atualmente, as informações ligadas à sustentabilidade são auditáveis, apresentadas para a alta direção e envolvem decisões financeiras. Portanto, o papel de quem responde por essas informações é de extrema relevância”, diz João Freitas.
Além disso, a qualificação das equipes responsáveis pelo desenvolvimento da solução e pelo suporte aos usuários é um fator crítico. “Quando falamos da empresa que está fornecendo a solução de IA na área em que atuamos, se ela não tem por trás uma equipe com conhecimento sólido em sustentabilidade e mudança do clima, o sistema estará mais sujeito a apresentar as chamadas alucinações”, avalia Beatriz Reis.
A nova versão do Ecosystem
Com duas décadas de conhecimento consultivo na agenda ESG, a WayCarbon passou a utilizar IA nativa na plataforma Ecosystem não apenas por ser uma tendência de mercado, mas com o intuito de endereçar dores reais dos clientes. Como parte desse objetivo, a nova versão oferece ganhos na consistência nas informações reportadas e redução dos esforços operacionais.
“Os dados são a base para as ferramentas de IA, e a WayCarbon já tinha dados de qualidade nesses 20 anos de mercado, além de mão de obra especializada para validar as informações. Esse conjunto traz uma estrutura sólida para o nosso sistema tecnológico”, explica Freitas.
Além da IA nativa, na nova versão do software, os cinco módulos (Gestão de Emissões, Gestão de Riscos Climáticos, Gestão de Indicadores ESG, Gestão ESG de Fornecedores e Gestão de Relatos) estão mais conectados, agilizando a gestão de informações e o preenchimento de relatos. A nova oferta também permite integração simplificada com softwares externos via API; e apresenta evoluções na rastreabilidade em nível de auditoria, aprimorando processos de verificação e asseguração.
Episódio completo disponível no YouTube e no Spotify.
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