WayCarbon completa 20 anos e aposta em inteligência climática e capital natural para o próximo ciclo da sustentabilidade
Empresa que gerencia mais de 350 milhões de toneladas de CO₂e por ano e já atendeu 60% das maiores companhias brasileiras vê mercado entrando em fase marcada por execução, dados, gestão de riscos e competitividade.
Press release – O crescimento das exigências regulatórias relacionadas a clima e sustentabilidade está mudando a forma como empresas operam e acessam mercados. Enquanto o Brasil estrutura seu mercado regulado de carbono e exportadores se adaptam a mecanismos como o CBAM europeu, a WayCarbon completa duas décadas de atuação. Ao longo desse período, a empresa acompanhou a transformação da agenda climática e ESG e hoje atende organizações que movimentam cerca de R$ 2,8 trilhões na economia brasileira.
De 2006 (quando a empresa foi criada) até aqui, a sustentabilidade deixou de ser tratada predominantemente sob a ótica reputacional para se tornar uma variável econômica e estratégica. Alguns elementos e dados numéricos ajudam a ilustrar essa fase mais pragmática da agenda no Brasil.
Os investimentos privados em projetos de sustentabilidade e descarbonização no país chegaram a R$ 48,2 bilhões em 2025, segundo levantamento da Amcham Brasil. O valor representa um crescimento de 24,2% em relação ao total mapeado no em 2024.
Além disso, projeções da Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono apontam que a implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) poderá elevar o crescimento adicional da economia em quase 6% até 2040 e 8,5% até 2050, ao mesmo tempo em que reduz significativamente as emissões dos setores regulados.
“Há 20 anos, nosso desafio era convencer as empresas de que mudança do clima deveria fazer parte da estratégia. Hoje, essa discussão mudou completamente de patamar. Clima já está na mesa de conselhos, CFOs, investidores e governos”, afirma Felipe Bittencourt, CEO e Cofundador da WayCarbon.
Mesmo em um ambiente regulatório marcado por altos e baixos, como a recente revogação da obrigatoriedade dos reportes de sustentabilidade para companhias abertas no Brasil, a preparação das grandes organizações para padrões mais rigorosos de divulgação climática já produziu mudanças internas relevantes.
“Vimos na prática que o processo de reporte funciona como um catalisador dentro das organizações. Ele aproxima áreas que historicamente trabalhavam de maneira desconectada e traz à superfície riscos materiais que muitas vezes não estavam sendo considerados nos processos tradicionais de decisão”, afirma Henrique Pereira, COO e Cofundador da WayCarbon.
Do inventário à estratégia
A trajetória da WayCarbon tem consonância com as principais mudanças da agenda climática no Brasil e no mundo. A empresa nasceu no ambiente acadêmico e científico e ampliou sua atuação à medida que temas como inventários de emissões, metas de redução, riscos climáticos, finanças sustentáveis e, mais recentemente, adaptação e capital natural passaram a fazer parte da estratégia das organizações.
A companhia prestou suporte técnico a iniciativas relacionadas ao estabelecimento do mercado regulado de carbono no Brasil e ao desenvolvimento do Plano Clima, além de ter integrado o conselho técnico da SBTi (Science Based Targets initiative), iniciativa internacional voltada ao desenvolvimento de referências científicas para metas corporativas de descarbonização.
Como parte dessa jornada, recebeu investimento do Grupo Santander em 2022 com o objetivo de acelerar a expansão de suas soluções e passou a desenvolver projetos de carbono próprios. O período contribuiu para ampliar a governança e a capacidade de geração de impacto da empresa.
Em 2025, um novo ciclo teve início com a recompra do controle operacional pelos fundadores e a decisão de concentrar sua estratégia no core business: soluções consultivas e tecnológicas para apoiar empresas, instituições financeiras e governos em suas agendas de mudança do clima e sustentabilidade. “O período trouxe uma maturidade importante para a WayCarbon e nos ajudou a definir com mais clareza onde conseguimos gerar maior valor”, afirma Felipe.
No mesmo ano, a consultoria trabalhou com organizações que, conjuntamente, movimentam cerca de R$ 2,8 trilhões, aproximadamente 22% do Produto Interno Bruto brasileiro. Ao longo de sua história, já atendeu 60% das maiores empresas do país, incluindo todas as dez maiores corporações brasileiras, entre elas Petrobras, Vale e Cosan.
Tecnologia e escalabilidade
Outro ponto que representou o amadurecimento do negócio foi o desenvolvimento da nova versão da WayCarbon Ecosystem, plataforma de gestão climática e ESG criada originalmente em 2015, a partir de desafios identificados nos projetos de consultoria da companhia.
A solução, anteriormente conhecida como Climas, foi uma das pioneiras desse segmento na América Latina e atualmente gerencia mais de 350 milhões de toneladas de CO₂e por ano, volume equivalente às emissões anuais de Portugal e Espanha, considerando informações da European Environment Agency (EEA) referentes a 2023. Em junho de 2026, a WayCarbon lançou uma nova geração da plataforma, ampliando o uso de inteligência artificial, automação e integração de dados.
Os próximos 20 anos: risco climático, adaptação e capital natural ganham espaço
Para a WayCarbon, se a última década foi fortemente marcada pela mensuração de emissões e por metas de descarbonização, os próximos anos deverão trazer maior atenção à adaptação, aos riscos físicos e financeiros associados às mudanças climáticas e à dependência das empresas em relação à natureza.
Nesse contexto, biodiversidade e capital natural despontam entre as principais novas fronteiras corporativas. “À medida que os ativos naturais se deterioram, os impactos chegam rapidamente ao resultado financeiro. A exposição ao capital natural costuma ser maior do que executivos e conselhos reconhecem”, afirma Henrique Pereira.
Felipe Bittencourt conclui indicando que, se nos primeiros 20 anos a empresa ajudou a consolidar a agenda climática e de sustentabilidade no ambiente corporativo, a próxima etapa será aprofundar a integração entre clima, natureza e estratégia empresarial. “Nossa ambição é oferecer uma inteligência climática cada vez mais sofisticada para orientar a alocação de capital e a adaptação de empresas, instituições financeiras e governos a um cenário em que riscos climáticos e de natureza influenciam o desempenho econômico de forma crescente”, afirma.
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