{"id":867,"date":"2015-09-11T16:21:20","date_gmt":"2015-09-11T19:21:20","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.waycarbon.com\/novo_blog\/?p=867"},"modified":"2015-09-11T16:21:20","modified_gmt":"2015-09-11T19:21:20","slug":"guia-waycarbon-entenda-o-protocolo-de-kyoto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/waycarbon.com\/pt\/blog\/guia-waycarbon-entenda-o-protocolo-de-kyoto\/","title":{"rendered":"Protocolo de Kyoto: voc\u00ea sabe o que \u00e9?"},"content":{"rendered":"<pre><strong><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Post atualizado em julho de 2017.<\/span><\/strong><\/pre>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Muito provavelmente, voc\u00ea j\u00e1 deve ter ouvido falar sobre o Protocolo de Kyoto, seja no dia a dia dos jornais e programas de TV, seja quando o assunto \u00e9 sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e esfor\u00e7os empreendidos pelo combate ao aquecimento global. De uma forma ou de outra, \u00e9 imprescind\u00edvel entender todas as informa\u00e7\u00f5es sobre esse acordo internacional assinado em\u00a01997. O Protocolo \u00e9\u00a0um marco para as negocia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas no contexto ambiental internacional. Em 2015, em Paris, uma novo cap\u00edtulo desta hist\u00f3ria foi escrito com a negocia\u00e7\u00e3o do\u00a0<a href=\"http:\/\/www.mma.gov.br\/clima\/convencao-das-nacoes-unidas\/acordo-de-paris\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Acordo de paris<\/a>.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Continue com a leitura e entenda o Protocolo de Kyoto:<\/span><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\"><strong>O que \u00e9 o Protocolo de Kyoto<\/strong><\/span><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\"><span style=\"font-weight: 400\">O Protocolo de Kyoto foi um acordo internacional vinculante que tinha como objetivo<\/span> <span style=\"font-weight: 400\">assegurar o compromisso de reduzir em 5,2% a emiss\u00e3o de gases do efeito estufa (GEE) na Terra, entre os anos de 2008 e 2012. O tratado definiu metas de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es para os pa\u00edses que, no per\u00edodo, eram desenvolvidos e para os que estavam em um momento de transi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica para o capitalismo.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\"><span style=\"font-weight: 400\">Segundo<\/span><a href=\"http:\/\/www.thenewatlantis.com\/publications\/the-kyoto-protocol-a-post-mortem\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"> <span style=\"font-weight: 400\">estudos cient\u00edficos<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, o efeito estufa tem se intensificado nas \u00faltimas d\u00e9cadas e pode acarretar impactos irrevers\u00edveis ao planeta. As redu\u00e7\u00f5es de emiss\u00f5es acordadas tinham como refer\u00eancia os \u00edndices medidos em 1990, o que tornava a meta razoavelmente ambiciosa, mas bastante progressista. A meta m\u00e9dia foi estabelecida no \u00e2mbito global, j\u00e1 que os pa\u00edses signat\u00e1rios teriam suas metas individuais estabelecidas de acordo com suas contribui\u00e7\u00f5es para o aquecimento global. Em 2005, o Protocolo entrou em vigor, com a ratifica\u00e7\u00e3o da R\u00fassia. No entanto, pa\u00edses extremamente emissores, como os Estados Unidos, n\u00e3o ratificaram o documento.<\/span><\/span><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\"><strong>Pa\u00edses desenvolvidos x pa\u00edses em desenvolvimento<\/strong><\/span><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: helvetica, arial, sans-serif\">De acordo com o Protocolo de Kyoto, as obriga\u00e7\u00f5es de redu\u00e7\u00e3o incidiriam apenas sobre os pa\u00edses do Anexo I do Protocolo, que s\u00e3o os pa\u00edses de industrializa\u00e7\u00e3o antiga, hoje desenvolvidos. Ou seja, as responsabilidades eram comuns (redu\u00e7\u00e3o global da emiss\u00e3o de gases do efeito estufa), mas diferenciadas (pa\u00edses desenvolvidos e pa\u00edses em desenvolvimento teriam responsabilidades diferentes). Os pa\u00edses industrializados apresentaram muita resist\u00eancia at\u00e9 chegar a vers\u00e3o final do acordo, j\u00e1 que reduzir emiss\u00e3o de gases do efeito estufa poderia significar custos adicionais para suas economias. Os desafios eram, por essa raz\u00e3o, muito complexos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Pa\u00edses em desenvolvimento, apesar de n\u00e3o se comprometerem diretamente com essas redu\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m foram respons\u00e1veis pelo aumento dos \u00edndices de emiss\u00e3o, j\u00e1 que suas economias passaram a crescer e a se industrializar mais. Esse foi o caso da China, da \u00cdndia e do Brasil, por exemplo, que n\u00e3o estavam limitando suas emiss\u00f5es proporcionalmente ao crescimento de suas economias nos \u00faltimos anos. Para os pa\u00edses em desenvolvimento, tamb\u00e9m havia a preocupa\u00e7\u00e3o com o alinhamento entre crescimento econ\u00f4mico e a responsabiliza\u00e7\u00e3o pelas consequ\u00eancias do efeito estufa.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\"><span style=\"font-weight: 400\">Como mostra o v\u00eddeo <\/span><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=3SLw1y2_9PE\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><span style=\"font-weight: 400\">neste link<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, alguns dos pa\u00edses em desenvolvimento que se recusaram a assumir responsabilidades, estavam contribuindo cada vez mais para a emiss\u00e3o de GEE. J\u00e1 os pa\u00edses desenvolvidos acreditavam que as responsabilidades de redu\u00e7\u00e3o deveriam ser divididas por toda a comunidade internacional, mesmo com a sua industrializa\u00e7\u00e3o tendo acontecido antes das dos outros pa\u00edses.<\/span><\/span><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\"><strong>O que podemos esperar para o futuro?<\/strong><\/span><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">A primeira fase do Protocolo de Kyoto terminou em 2012, mas o acordo continua v\u00e1lido e est\u00e1 em sua segunda fase, que vai at\u00e9 2020. Apesar das novas metas que foram estabelecidas nesse novo momento, at\u00e9 o in\u00edcio de 2015 apenas 23 pa\u00edses tinham aderido ao Acordo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Ainda n\u00e3o se sabe o que o Protocolo de Kyoto deixar\u00e1 para as futuras gera\u00e7\u00f5es. A pr\u00f3xima reuni\u00e3o entre l\u00edderes globais para discutir as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas (Confer\u00eancia das Partes \u2013 COP) foi realizada em 2015, em Paris. Seu resultado foi o maior tratado clim\u00e1tico da hist\u00f3ria, o Acordo de Paris, que tem como objetivo\u00a0limitar o aumento da temperatura mundial em menos de 2\u00baC.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Para alcan\u00e7ar esse objetivo, os pa\u00edses integrantes do Acordo devem adotar, a partir de 2020, medidas para reduzir as emiss\u00f5es de carbono na atmosfera, agindo de acordo com as bases de coopera\u00e7\u00e3o internacional estabelecidas pelo Tratado de Paris, que prev\u00ea a ado\u00e7\u00e3o de compromissos nacionais conhecidos como\u00a0<a href=\"https:\/\/blog.waycarbon.com\/novo_blog\/2017\/07\/ganhos-eficiencia-caminho-ndc-brasileira\/\">Contribui\u00e7\u00f5es Nacionalmente Determinadas<\/a>\u00a0(<i>NDCs \u2013 Nationality Determined Contributions,\u00a0<\/i>em ingl\u00eas<i>)<\/i>.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Voc\u00ea j\u00e1 vem se preocupando com a emiss\u00e3o de gases da sua empresa? O que voc\u00ea tem feito para diminuir os danos causados ao meio ambiente?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Fa\u00e7a um diagn\u00f3stico de sustentabilidade gratuito e veja qual o posicionamento da sua empresa a respeito dessas quest\u00f5es. Clique <a href=\"http:\/\/waycarbon.com.br\/questionario\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2bQwrjZ\" target=\"_blank\" rel=\"attachment wp-att-1827 noopener noreferrer nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1827 aligncenter\" src=\"https:\/\/blog.waycarbon.com\/novo_blog\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/banner_ebook_gestaoclimatica.png\" alt=\"mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\" width=\"683\" height=\"150\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Post atualizado em julho de 2017. 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