{"id":8533,"date":"2022-09-19T18:36:52","date_gmt":"2022-09-19T21:36:52","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.waycarbon.com\/?p=8533"},"modified":"2022-09-19T18:36:52","modified_gmt":"2022-09-19T21:36:52","slug":"materialidade-como-ferramenta-de-identificacao-de-impactos-transparencia-e-gestao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/waycarbon.com\/pt\/blog\/materialidade-como-ferramenta-de-identificacao-de-impactos-transparencia-e-gestao\/","title":{"rendered":"Materialidade como ferramenta de identifica\u00e7\u00e3o de impactos, transpar\u00eancia e gest\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #000000\">A an\u00e1lise dos temas materiais para uma organiza\u00e7\u00e3o, chamada tamb\u00e9m de Materialidade, \u00e9 um importante primeiro passo para o reporte p\u00fablico ESG das empresas, e para o desenvolvimento da gest\u00e3o de temas ambientais, sociais e de governan\u00e7a. O termo <i>Materialidade<\/i> tem sua origem na contabilidade e no direito, e tinha base na ideia de que acionistas, investidores e partes interessadas precisavam de um conjunto de informa\u00e7\u00f5es materiais para corretamente avaliar o n\u00edvel de risco em seus investimentos.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Entretanto, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, o termo passou a ser usado majoritariamente em Responsabilidade Social e Sustentabilidade como forma de coletar as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para o entendimento de <i>stakeholders<\/i>, al\u00e9m de apenas investidores, sobre a performance de uma organiza\u00e7\u00e3o em temas ESG.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Iniciativas internacionais para o reporte e transpar\u00eancia definem <i>Materialidade<\/i> de formas diferentes, por\u00e9m tangentes, como a SASB (Sustainability Accounting Standards Board), a GRI (Global Reporting Initiative) e o CDP. A SASB, por exemplo, define <i>Materialidade<\/i> como aquela usada tradicionalmente e em meios financeiros: <i>\u201cinforma\u00e7\u00f5es que t\u00eam maior probabilidade de interesse e import\u00e2ncia para investidores ao tomarem decis\u00f5es em seus investimentos\u201d.<\/i> Por\u00e9m, a GRI foi protagonista na transi\u00e7\u00e3o e defini\u00e7\u00e3o de uma <i>Materialidade <\/i>com foco em Sustentabilidade para definir os temas de maior relev\u00e2ncia para o reporte das organiza\u00e7\u00f5es.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">A GRI (<i>Global Reporting Initiative<\/i>) \u00e9 uma <i>\u201corganiza\u00e7\u00e3o internacional independente que ajuda neg\u00f3cios e outras institui\u00e7\u00f5es na responsabiliza\u00e7\u00e3o por seus impactos, provendo uma linguagem global comum para o reporte destes<\/i>\u201d1. Essa linguagem s\u00e3o os GRI Standards, existentes desde 2000 e hoje um guia internacionalmente reconhecido como refer\u00eancia para elabora\u00e7\u00e3o de Relat\u00f3rios de Sustentabilidade, e de indicadores relevantes para monitoramento interno.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Os Padr\u00f5es da GRI delimitam diversos temas ambientais, sociais e de governan\u00e7a; e apresentam indicadores para o reporte de cada. Entretanto, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio nem obrigat\u00f3rio que todas as organiza\u00e7\u00f5es reportem todos os indicadores, mas sim aqueles mais relevantes para suas partes interessadas. Essa relev\u00e2ncia \u00e9 estabelecida atrav\u00e9s da constru\u00e7\u00e3o da Materialidade, que \u00e9 definida pelo GRI como um processo de avalia\u00e7\u00e3o de temas materiais para empresas e seus stakeholders.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">\u00a0Inicialmente, um tema era considerado material se era relevante o suficiente para influenciar a tomada de decis\u00e3o de stakeholders como investidores, acionistas, clientes e fornecedores de uma empresa. Ao longo dos anos, a interpreta\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es ao realizar a avalia\u00e7\u00e3o de temas materiais seguiu uma tend\u00eancia de cruzamento entre temas mais relevantes para a pr\u00f3pria empresa, e temas mais relevantes para suas partes interessadas, fortemente representado nos Relat\u00f3rios de Sustentabilidade pela <i>Matriz de Materialidade, <\/i>que se tornou uma tend\u00eancia de reporte. Em 2021, com o lan\u00e7amento dos novos GRI Standards, um dos grandes esclarecimentos da GRI foi exatamente sobre a defini\u00e7\u00e3o de Materialidade e porque esta \u00e9 t\u00e3o importante.\u00a0<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"color: #000000\">Materialidade com foco em impactos\u00a0<\/span><\/h2>\n<p><span style=\"color: #000000\">Os novos Padr\u00f5es Universais GRI foram divulgados no final de 2021, trazendo uma revis\u00e3o da Materialidade e um grande esclarecimento em sua defini\u00e7\u00e3o, que agora afirma que <i>\u201ca organiza\u00e7\u00e3o deve priorizar o reporte dos t\u00f3picos que refletem seus impactos mais significativos na economia, no meio ambiente e nas pessoas, incluindo impactos em direitos humanos\u201d<\/i><i>3<\/i><i>. <\/i>Junto com a defini\u00e7\u00e3o, o novo padr\u00e3o GRI 103: Materialidade traz sugest\u00f5es e um guia sobre como identificar, priorizar e apresentar os impactos da empresa, transformando-os em temas materiais. \u00c9 importante ressaltar que a GRI n\u00e3o apresenta uma metodologia para essa identifica\u00e7\u00e3o e indica que as empresas, consultorias e institui\u00e7\u00f5es t\u00eam liberdade para usar diferentes ferramentas e metodologias para identificar seus impactos, mas apresenta um guia inicial e diretrizes para orientar e estabelecer o processo e seus resultados desejados.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">De acordo com as orienta\u00e7\u00f5es do Padr\u00e3o 103, o primeiro passo para a realiza\u00e7\u00e3o da Materialidade \u00e9 <b>entender o contexto da organiza\u00e7\u00e3o<\/b>. Nesse momento, a empresa identifica quais s\u00e3o suas principais rela\u00e7\u00f5es de neg\u00f3cios e principais partes interessadas, que incluem organiza\u00e7\u00f5es em sua cadeia de valor e outras institui\u00e7\u00f5es diretamente ligadas a suas opera\u00e7\u00f5es, como \u00f3rg\u00e3os reguladores, sindicatos e investidores.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">O segundo passo \u00e9 <b><i>identificar os impactos reais e potenciais da organiza\u00e7\u00e3o na economia<\/i><\/b>, meio ambiente e nas pessoas, com foco priorit\u00e1rio em impactos de direitos humanos. Essa \u00e9 a etapa mais robusta e mais frut\u00edfera da Materialidade , pois atrav\u00e9s dela \u00e9 poss\u00edvel realizar quase um diagn\u00f3stico da empresa, entendendo as complexidades dos efeitos que suas opera\u00e7\u00f5es e atividades t\u00eam nas partes interessadas mais pr\u00f3ximas e mais distantes.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">A identifica\u00e7\u00e3o de impactos deve ser dividida entre impactos negativos e\u00a0 positivos, classificando se \u00e9 um impacto real j\u00e1 existente, ou um impacto em potencial, que depende de algum acontecimento ou horizonte temporal futuro. Os impactos negativos s\u00e3o aqueles que causam detrimentos ao meio ambiente e \u00e0s pessoas, sendo diretamente causados pelas atividades da empresa ou impactos para os quais a empresa contribui. Uma boa refer\u00eancia est\u00e1 em impactos de longo prazo do setor e naqueles que a pr\u00f3pria empresa tem conhecimento e envolvimento e, muitas vezes, at\u00e9 j\u00e1 trabalha para remediar. Os impactos positivos, por sua vez, s\u00e3o pensados como impactos que representam as atividades da organiza\u00e7\u00e3o que contribuem com o desenvolvimento sustent\u00e1vel; atrav\u00e9s de produtos, investimentos, pr\u00e1ticas trabalhistas ou projetos.\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">O terceiro passo \u00e9 <b>avaliar a<\/b> <b>signific\u00e2ncia dos impactos,<\/b> que consiste na classifica\u00e7\u00e3o de todos os impactos identificados, de acordo com crit\u00e9rios qualitativos e quantitativos, sendo eles o escopo, a escala e o car\u00e1ter irremedi\u00e1vel do impacto; e, no caso de impacto potencial, sua probabilidade de acontecer. Outro crit\u00e9rio \u00e9 se o impacto est\u00e1 diretamente ligado a quest\u00f5es de direitos humanos. Se sim, de acordo com as orienta\u00e7\u00f5es da GRI, esse \u00e9 um impacto de alta severidade, e deve ser priorizado. \u00c9 ideal que essa prioriza\u00e7\u00e3o seja feita separadamente para impactos negativos e positivos, entendendo suas particularidades.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">O quarto e \u00faltimo passo \u00e9 <b>priorizar os impactos mais significativos para o reporte<\/b>, organizando quais s\u00e3o os impactos mais e menos significativos identificados. Em seguida, a orienta\u00e7\u00e3o da GRI \u00e9 que esses impactos sejam agrupados por temas, como por exemplo Emiss\u00f5es de GEE e Pr\u00e1ticas Trabalhistas. Esse agrupamento tornar\u00e1 poss\u00edvel a visualiza\u00e7\u00e3o dos temas com o maior n\u00famero de impactos significativos priorizados, determinando ent\u00e3o quais s\u00e3o os temas materiais para reporte da empresa.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">A an\u00e1lise de impactos como base e fio condutor da Materialidade tem imensos benef\u00edcios, n\u00e3o apenas para o reporte, mas tamb\u00e9m para a gest\u00e3o ESG de empresas como um todo. Atrav\u00e9s do di\u00e1logo com partes interessadas, da sistematiza\u00e7\u00e3o dos dados de opera\u00e7\u00f5es\u00a0 da empresa e da identifica\u00e7\u00e3o dos efeitos que estasproduzem na sociedade e no meio ambiente \u00e9 poss\u00edvel visualizar de forma mais clara os riscos, oportunidadese possibilidades de expans\u00e3o da gest\u00e3o da sustentabilidade corporativa.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">\u00c9 poss\u00edvel tamb\u00e9m identificar os maiores desafios, lacunas e fortalezas da gest\u00e3o, e comunic\u00e1-los para diversas partes interessadas, promovendo e garantindo manuten\u00e7\u00e3o da transpar\u00eancia. O resultado da Materialidade tamb\u00e9m auxilia no reporte de valor financeiro das organiza\u00e7\u00f5es, atrav\u00e9s da identifica\u00e7\u00e3o de riscos e oportunidades que est\u00e3o no radar dos investidores, e que podem estar no futuro.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"color: #000000\">Qual \u00e9 a metodologia adotada pela WayCarbon?\u00a0<\/span><\/h2>\n<p><span style=\"color: #000000\">A equipe da WayCarbon, com base nas orienta\u00e7\u00f5es da GRI, desenvolveu, em 2022, a sua pr\u00f3pria metodologia para a defini\u00e7\u00e3o de Materialidade de seus clientes, com ferramentas para identifica\u00e7\u00e3o de impactos e um processo bastante claro e robusto para prioriza\u00e7\u00e3o dos impactos e temas materiais. Alguns projetos desses projetos\u00a0 j\u00e1 foram realizados e finalizados com sucesso, possibilitando descobertas de organiza\u00e7\u00f5es sobre seus principais impactos negativos e sobre\u00a0 oportunidades para criar e desenvolver seus impactos positivos. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">A Materialidade ser\u00e1 usada pelas empresas tamb\u00e9m para orientar suas publica\u00e7\u00f5es em Sustentabilidade e seus Planos de A\u00e7\u00e3o para aprimoramento da jornada ESG, orientando-as em um processo de transpar\u00eancia mais focado no real posicionamento de mercado visualizado. Para consolidar e ter visibilidade sob essas iniciativas, as empresas tamb\u00e9m podem contar com o Climas, Software de Gest\u00e3o ESG da WayCarbon. Saiba mais no <a href=\"https:\/\/conteudo.waycarbon.com\/climas-pt\">link<\/a>.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A an\u00e1lise dos temas materiais para uma organiza\u00e7\u00e3o, chamada tamb\u00e9m de Materialidade, \u00e9 um importante primeiro passo para o reporte p\u00fablico ESG das empresas, e para o desenvolvimento da gest\u00e3o de temas ambientais, sociais e de governan\u00e7a. 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