{"id":7627,"date":"2018-08-22T11:17:25","date_gmt":"2018-08-22T14:17:25","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.waycarbon.com\/?p=5067"},"modified":"2018-08-22T11:17:25","modified_gmt":"2018-08-22T14:17:25","slug":"terra-estufa-acordo-paris","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/waycarbon.com\/pt\/blog\/terra-estufa-acordo-paris\/","title":{"rendered":"Terra Estufa poder\u00e1 ser poss\u00edvel mesmo com sucesso do Acordo de Paris"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Um novo estudo publicado pela revista cient\u00edfica <\/span><a href=\"http:\/\/www.pnas.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\"><i><span style=\"font-weight: 400\">Proceedings of the National Academy of Sciences <\/span><\/i><\/a><span style=\"font-weight: 400\">(PNAS), no dia 06 deste m\u00eas, afirma que, ainda que atinjamos a meta de redu\u00e7\u00e3o de 2\u00baC estabelecida pelo Acordo de Paris, o planeta Terra ainda poder\u00e1 entrar em um estado de &#8220;estufa&#8221; sem precedentes, num cen\u00e1rio batizado de &#8220;Terra Estufa&#8221;. O trabalho \u00e9 assinado por um grupo internacional de cientistas clim\u00e1ticos da Alemanha, Dinamarca, Austr\u00e1lia e Su\u00e9cia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Os pesquisadores destacaram que o estudo n\u00e3o \u00e9 conclusivo, mas que serve de alerta para um poss\u00edvel cen\u00e1rio em que as <a href=\"https:\/\/blog.waycarbon.com\/2017\/07\/ganhos-eficiencia-caminho-ndc-brasileira\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">metas do Acordo de Paris n\u00e3o seriam suficientes<\/a> para barrar o aquecimento da Terra. O aquecimento de 2\u00baC, advindo das emiss\u00f5es das atividades humanas, pode desencadear uma intera\u00e7\u00e3o de processos combinados de mudan\u00e7a do clima que, por sua vez, trariam consequ\u00eancias severas para o planeta. Dentre os processos considerados est\u00e3o a libera\u00e7\u00e3o de metano aprisionado no <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">permafrost<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> siberiano e o impacto do derretimento de gelo na Groenl\u00e2ndia, por exemplo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Katherine Richardson, da Universidade de Copenhague e uma das autoras do trabalho, afirma que o estudo demonstra que a a\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica n\u00e3o trata apenas do controle de emiss\u00f5es, mas de entender como v\u00e1rios fatores clim\u00e1ticos interagem em n\u00edvel global. Al\u00e9m disso, segundo o chefe do trabalho, o cientista clim\u00e1tico Will Steffen: <\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">&#8220;as emiss\u00f5es humanas de gases de efeito estufa n\u00e3o s\u00e3o o \u00fanico fator determinante para a temperatura na Terra&#8221;. <\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1>Terra Estufa<\/h1>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Isso \u00e9, um aquecimento de 2\u00baC no sistema poderia desencadear processos denominados de &#8220;<em>feedbacks<\/em>&#8220;, que levariam a um aquecimento ainda maior. Esse processo faria o planeta aquecer em ritmo acelerado, mesmo que a humanidade n\u00e3o produzisse mais GEE.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Sob tais efeitos, algumas localidades passariam a ser inabit\u00e1veis, como as cidades de T\u00f3quio, Sydney, Nova York e Veneza, devido ao aumento do n\u00edvel do mar entre 10 e 60 metros. Al\u00e9m disso, at\u00e9 o final do s\u00e9culo, aumentaria o risco de danos em tempestades costeiras e poderia haver a extin\u00e7\u00e3o dos recifes de corais, por exemplo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Os pesquisadores analisaram, ainda, o sistema da Terra 2\u00baC mais quente por meio de variados modelos clim\u00e1ticos. Nesse contexto, algumas for\u00e7as que at\u00e9 ent\u00e3o auxiliavam a regula\u00e7\u00e3o dos processos naturais do planeta, como oceanos ou o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">permafrost<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, passariam a executar pap\u00e9is inversos aos de sumidouros de carbono, se liberassem os gases contidos em suas estruturas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Anualmente, as florestas, os oceanos e o <em>permafrost<\/em> absorvem aproximadamente 4,5 bilh\u00f5es de toneladas de carbono. Se o estresse clim\u00e1tico proporcionado pelo aumento da temperatura em 2\u00baC agir sobre elas como pensam os cientistas, fazendo com que liberem mais GEE do que absorvem, o cen\u00e1rio de aquecimento no planeta seria ainda piorado.<\/span><\/p>\n<h1>Acordo de Paris ainda \u00e9 o caminho<\/h1>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Contudo, Joachim Schellnhuber, um dos autores do estudo, reitera que este trabalho ainda n\u00e3o \u00e9 capaz de demonstrar se a meta estabelecida pelo Acordo de Paris ser\u00e1 ou n\u00e3o suficiente para frear o aquecimento global. Johan Rockstr\u00f6m, diretor executivo do Centro de Resili\u00eancia de Estocolmo, tamb\u00e9m afirmou que ainda h\u00e1 enormes lacunas de dados e conhecimento sobre como os processos das mudan\u00e7as do clima podem interagir e se amplificar, mas afirma tamb\u00e9m que os <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">feedbacks<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> poderiam levar o planeta a um estado clim\u00e1tico mais extremo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">J\u00e1 Jonathan Donges, cientista tamb\u00e9m envolvido no trabalho, pondera:<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">&#8220;a implementa\u00e7\u00e3o completa do Acordo de Paris, ao seguir um caminho de r\u00e1pida descarboniza\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da transforma\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica, minimiza o risco de desencadear essa mudan\u00e7a clim\u00e1tica que se amplifica por si pr\u00f3pria&#8221;.<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Vale ressaltar ainda que, mesmo que todos os compromissos j\u00e1 assumidos no \u00e2mbito do Acordo de Paris sejam cumpridos, ainda h\u00e1 um <em>gap<\/em> grande de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00e3o necess\u00e1ria para atingirmos os 2\u00baC. Para atingirmos 1,5\u00baC o <em>gap<\/em> \u00e9 ainda maior. Ou seja, refor\u00e7ar o Acordo de Paris, aumentando o peso de seus compromissos, ainda \u00e9 a melhor estrat\u00e9gia de combate ao aquecimento global. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Fontes: <a href=\"https:\/\/www.scmp.com\/news\/world\/article\/2158601\/feedback-loops-climate-events-could-push-earth-hothouse-state-scientists\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">South China Morning<\/a> Post e <a href=\"https:\/\/www.dw.com\/pt-br\/terra-corre-o-risco-de-virar-estufa-mesmo-com-redu%C3%A7%C3%A3o-de-emiss%C3%B5es\/a-44977886\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">DW<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um novo estudo publicado pela revista cient\u00edfica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), no dia 06 deste m\u00eas, afirma que, ainda que atinjamos a meta de redu\u00e7\u00e3o de 2\u00baC estabelecida pelo Acordo de Paris, o planeta Terra ainda poder\u00e1 entrar em um estado de &#8220;estufa&#8221; sem precedentes, num cen\u00e1rio batizado de &#8220;Terra Estufa&#8221;. 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