{"id":5289,"date":"2019-06-27T14:48:31","date_gmt":"2019-06-27T17:48:31","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.waycarbon.com\/?p=5289"},"modified":"2019-06-27T14:48:31","modified_gmt":"2019-06-27T17:48:31","slug":"a-urgencia-dos-refugiados-ambientais-e-a-necessidade-de-adaptacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/waycarbon.com\/pt\/blog\/a-urgencia-dos-refugiados-ambientais-e-a-necessidade-de-adaptacao\/","title":{"rendered":"A urg\u00eancia dos refugiados ambientais e a necessidade de adapta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Com os j\u00e1 esperados efeitos da mudan\u00e7a do clima sobre o meio ambiente, a popula\u00e7\u00e3o humana ser\u00e1 negativamente impactada. Esses efeitos ser\u00e3o sentidos com maior intensidade nas \u00e1reas em que a capacidade de adapta\u00e7\u00e3o for menor, ou seja, nas regi\u00f5es mais pobres do planeta. Tempestades, secas e outros desdobramentos das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas j\u00e1 afetam a qualidade de vida em v\u00e1rias localidades, o que faz com que as migra\u00e7\u00f5es sejam a \u00fanica escolha para os habitantes dessas \u00e1reas. Assim surgem os refugiados ambientais e os refugiados clim\u00e1ticos, no caso espec\u00edfico de deslocamentos em fun\u00e7\u00e3o de eventos relacionados ao clima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mas, qu\u00e3o significativos j\u00e1 s\u00e3o esses movimentos no mundo e onde se concentram? Os refugiados ambientais realmente t\u00eam seu direito de migrar reconhecido? Isto \u00e9 o que abordaremos neste artigo, que far\u00e1 um panorama dos dados dispon\u00edveis sobre o tema.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify\"><strong>Quem s\u00e3o\u00a0 s\u00e3o os refugiados ambientais?<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify\">O termo \u201crefugiados ambientais\u201d foi criado em 1985 pela ONU Meio Ambiente, se referindo \u00e0s \u201cpessoas que foram for\u00e7adas a deixar seu habitat\u00a0 tradicional, tempor\u00e1ria ou permanentemente, por causa de uma perturba\u00e7\u00e3o ambiental acentuada (natural e\/ou desencadeada por pessoas) que comprometeu sua exist\u00eancia e\/ou afetou seriamente a qualidade de vida.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Pode-se ainda, de acordo com Jacobson (1988), classificar os refugiados ambientais em tr\u00eas categorias de deslocamentos:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify\">\n<li>aqueles que se refugiam em decorr\u00eancia de um desastre natural;<\/li>\n<li>aqueles que se refugiam em decorr\u00eancia de um evento de destrui\u00e7\u00e3o ambiental que p\u00f5e em risco a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>aqueles que se deslocam permanentemente em fun\u00e7\u00e3o de mudan\u00e7as insustent\u00e1veis no local de moradia.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify\">V\u00e1rias s\u00e3o as causas ambientais que podem levar as pessoas a migrarem, mas aquelas relacionadas ao clima v\u00eam sendo determinantes. Tempestades, inunda\u00e7\u00f5es e secas est\u00e3o entre os motivos mais frequentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os refugiados ambientais ainda n\u00e3o tem o direito de migrar reconhecido, ao contr\u00e1rio dos refugiados de guerra, pois essa condi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 abrangida pela Conven\u00e7\u00e3o relativa ao Estatuto dos Refugiados de\u00a0 1951. Avan\u00e7os s\u00e3o necess\u00e1rios nesse sentido, pois a falta de regula\u00e7\u00f5es internacionais colocam\u00a0 as popula\u00e7\u00f5es de regi\u00f5es pobres em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade mediante eventos extremos do clima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A <em>International Organization for Migration<\/em> (IOM) vem atuando, desde 2007, para chamar aten\u00e7\u00e3o para a urg\u00eancia do reconhecimento do direito dos refugiados ambientais. Em 2015, houve inclus\u00e3o formal desses migrantes no Acordo de Paris, que criou uma for\u00e7a tarefa para discuss\u00e3o do tema entre os pa\u00edses signat\u00e1rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Com isso, espera-se aumentar o levantamento de dados em torno das migra\u00e7\u00f5es por causas ambientais, bem como desenvolver pr\u00e1ticas de adapta\u00e7\u00e3o a esse problema. A Nova Zel\u00e2ndia j\u00e1 estuda adotar uma cota para receber os refugiados clim\u00e1ticos de ilhas vizinhas, o que colocaria o pa\u00eds na lideran\u00e7a do tema.<\/p>\n<h2><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-5295\" src=\"https:\/\/blog.waycarbon.com\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/refugiados-ambientais.png\" alt=\"refugiados ambientais\" width=\"941\" height=\"579\" srcset=\"https:\/\/waycarbon.com\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2019\/06\/refugiados-ambientais.png 941w, https:\/\/waycarbon.com\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2019\/06\/refugiados-ambientais-300x185.png 300w, https:\/\/waycarbon.com\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2019\/06\/refugiados-ambientais-768x473.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 941px) 100vw, 941px\" \/><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: justify\"><strong>Quais regi\u00f5es v\u00eam sendo mais afetadas pelas migra\u00e7\u00f5es em fun\u00e7\u00e3o do clima?<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify\">A maior origem de refugiados ambientais se d\u00e1 na \u00c1sia, onde 82% do total de deslocamentos ocorreu entre 2008 e 2014 (<a href=\"http:\/\/www.internal-displacement.org\/publications\/annual-report-2015\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">IDMC, 2015<\/a>). Furac\u00f5es nas Filipinas e enchentes na China e na \u00cdndia foram respons\u00e1veis por migra\u00e7\u00f5es significativas. Com a mudan\u00e7a do clima, essa tend\u00eancia continuar\u00e1, visto que grandes cidades asi\u00e1ticas est\u00e3o localizadas na costa, onde h\u00e1 risco de eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel dos mares e consequentes inunda\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, com o aumento da temperatura e umidade, muitas regi\u00f5es do mundo passar\u00e3o a apresentar condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas inapropriadas para a vida humana, o\u00a0 que pode tornar grandes extens\u00f5es do planeta inabit\u00e1veis para os seres humanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Tamb\u00e9m j\u00e1 s\u00e3o intensos os movimentos oriundos da Am\u00e9rica Central.\u00a0 Guatemala, Honduras e El Salvador t\u00eam sido foco de migra\u00e7\u00f5es aos Estados Unidos. Os tr\u00eas pa\u00edses constituem o chamado \u201ccorredor seco\u201d, uma das regi\u00f5es mais vulner\u00e1veis do mundo aos efeitos do El Ni\u00f1o, os quais vem sendo agravados pelo aquecimento global. Como a capacidade de adapta\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas \u00e9 baixa, as popula\u00e7\u00f5es n\u00e3o v\u00eaem outra op\u00e7\u00e3o sen\u00e3o deixar o seu pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Segundo a Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica para a Am\u00e9rica Latina e o Caribe (Cepal), 82% da popula\u00e7\u00e3o rural de Honduras vive em situa\u00e7\u00e3o pobreza, assim como 77% da popula\u00e7\u00e3o rural na Guatemala e 49% em El Salvador. Esses agrupamentos populacionais s\u00e3o dependentes da agricultura de subsist\u00eancia e, com o aumento na incid\u00eancia de secas prolongadas seguidas por tempestades, t\u00eam sua seguran\u00e7a alimentar amea\u00e7ada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Com menores m\u00e9dias de temperaturas e melhor infraestrutura para enfrentamento das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, a Europa \u00e9 um dos principais destinos de refugiados ambientais. <a href=\"https:\/\/science.sciencemag.org\/content\/358\/6370\/1610\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Estudo<\/a> de pesquisadores da Columbia University, publicado na revista Science, revela a tend\u00eancia de aumento de movimentos em dire\u00e7\u00e3o ao continente. Os pesquisadores revisaram os pedidos de asilo na Uni\u00e3o Europeia entre 2000 e 2014, o que permitiu identificar que as solicita\u00e7\u00f5es cresciam quando a temperatura nas regi\u00f5es agr\u00edcolas dos pa\u00edses de origem passava dos 20 \u00baC durante a \u00e9poca de cultivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Segundo o mesmo estudo, se as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa (GEE) seguirem a tend\u00eancia atual, com as temperaturas ao redor do globo aumentando entre 2,6\u00b0C e 4,8\u00b0C at\u00e9 2100, as solicita\u00e7\u00f5es de asilo na Europa poderiam aumentar em at\u00e9 188% at\u00e9 o fim do s\u00e9culo, com 660 mil solicita\u00e7\u00f5es\u00a0 extras a cada ano.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify\"><strong>As migra\u00e7\u00f5es internas<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\">As migra\u00e7\u00f5es ambientais n\u00e3o se traduzem somente em movimentos entre fronteiras, mas tamb\u00e9m em deslocamentos internos. E isso j\u00e1 \u00e9 realidade no Nordeste do Brasil. Al\u00e9m de raz\u00f5es econ\u00f4micas, estudo do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) aponta para a interfer\u00eancia das condi\u00e7\u00f5es do clima nas migra\u00e7\u00f5es em dire\u00e7\u00e3o ao Sudeste. Outro estudo do CEDEPLAR-UFMG, principal centro de pesquisas em Demografia no Brasil, aponta para que com a mudan\u00e7a do clima a regi\u00e3o Nordeste deve sofrer com a diminui\u00e7\u00e3o das chuvas, empobrecimento dos solos, aumento das \u00e1reas em processo de desertifica\u00e7\u00e3o tornando algumas regi\u00f5es inabit\u00e1veis e intensificando os fluxos migrat\u00f3rios em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s \u00e1reas mais ricas do Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">De forma geral, a tend\u00eancia \u00e9 de que os movimentos populacionais ocorram, dentro de um mesmo pa\u00eds, das regi\u00f5es rurais em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s cidades. As mudan\u00e7as no clima interferem no modo de vida das popula\u00e7\u00f5es do interior do pa\u00eds, que passam a buscar locais que ofere\u00e7am melhores oportunidades.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify\"><strong>Como as popula\u00e7\u00f5es podem se preparar para os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas?<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify\">Por meio dos avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos, aliados a um planejamento de m\u00e9dio e longo prazo, pode-se investir na resili\u00eancia de cidades e \u00e1reas rurais para amenizar as consequ\u00eancias das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nesse cen\u00e1rio, a an\u00e1lise de vulnerabilidade clim\u00e1tica torna-se uma ferramenta essencial, pois permite prever os riscos a que uma regi\u00e3o estar\u00e1 exposta, al\u00e9m de servir de base para tra\u00e7ar estrat\u00e9gias de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as no clima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Confira nosso artigo: <\/em><a href=\"blank\"><em>Chuvas, eventos clim\u00e1ticos extremos e a necessidade de adapta\u00e7\u00e3o<\/em><\/a><em>. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No entanto, a capacidade de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas se distribui de forma desigual ao redor do Planeta. Por isso, com a eleva\u00e7\u00e3o da temperatura global, as migra\u00e7\u00f5es causadas pela mudan\u00e7a do clima ser\u00e3o um dos principais problemas de impacto mundial nos pr\u00f3ximos anos. Como as popula\u00e7\u00f5es mais pobres s\u00e3o as mais vulner\u00e1veis e com menor capacidade adaptativa, a mudan\u00e7a do clima tem potencial de aumentar ainda mais a crescente desigualdade global, como j\u00e1 demonstram alguns estudos recentes. Com a inclus\u00e3o dos refugiados ambientais nos resultados do Acordo de Paris, avan\u00e7os s\u00e3o esperados quanto ao reconhecimento do direito dessas popula\u00e7\u00f5es em migrar.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify\">Refer\u00eancias:<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 10pt\">Jacobson, Jodi (1988). Environmental Refugees: a Yardstick of Habitability. World Watch Paper, no. 86, Washington, DC: World Watch Institute.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 10pt\">CEDEPLAR, Fiocruz. Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas, Migra\u00e7\u00f5es e S\u00e1ude: Cen\u00e1rios para o Nordeste Brasileiro, 2000-2050. Relat\u00f3rio de Pesquisa (Research Report): Belo Horizonte, CEDEPLAR\/FICRUZ, 2008.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 10pt\">DIFFENBAUGH, Noah S.; BURKE, Marshall. Global warming has increased global economic inequality. Proceedings of the National Academy of Sciences, v. 116, n. 20, p. 9808-9813, 2019.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 10pt\">SHERWOOD, Steven C.; HUBER, Matthew. An adaptability limit to climate change due to heat stress. <strong>Proceedings of the National Academy of Sciences<\/strong>, v. 107, n. 21, p. 9552-9555, 2010.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com os j\u00e1 esperados efeitos da mudan\u00e7a do clima sobre o meio ambiente, a popula\u00e7\u00e3o humana ser\u00e1 negativamente impactada. Esses efeitos ser\u00e3o sentidos com maior intensidade nas \u00e1reas em que a capacidade de adapta\u00e7\u00e3o for menor, ou seja, nas regi\u00f5es mais pobres do planeta. 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