{"id":172,"date":"2014-01-17T17:01:44","date_gmt":"2014-01-17T17:01:44","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.waycarbon.com\/novo_blog\/?p=172"},"modified":"2014-01-17T17:01:44","modified_gmt":"2014-01-17T17:01:44","slug":"ondas-frio-aquecimento-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/waycarbon.com\/pt\/blog\/ondas-frio-aquecimento-global\/","title":{"rendered":"Ondas de Frio reaquecem debate sobre Mudan\u00e7as do Clima"},"content":{"rendered":"<pre><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Texto atualizado em julho de 2017<\/span><\/pre>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Neste ano, ondas de frio t\u00eam feito estados brasileiros vivenciarem baixas temperaturas que est\u00e3o chamando a aten\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o. No come\u00e7o da segunda quinzena de julho de 2017, uma massa de ar polar vinda da Argentina amea\u00e7a trazer frio intenso para o Brasil, e pode ser a massa polar mais forte sobre o centro-sul da Am\u00e9rica do sul neste ano.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\"><span style=\"font-weight: 400\">No pa\u00eds, as regi\u00f5es mais atingidas por essa massa foram o Sul e o Sudeste, onde a sensa\u00e7\u00e3o de frio est\u00e1 mais intensa. A capital Belo Horizonte teve a menor temperatura dos \u00faltimos 7 anos, chegando a 9,4<\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u00b0C. Em Santa Catarina, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) registrou 5,3\u00b0C, temperatura que ultrapassou o recorde anterior 7,5\u00b0C.<\/span><\/span><\/p>\n<h2><strong>Um olhar em 2014<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Em meio a esse cen\u00e1rio, a pol\u00eamica sobre o aquecimento global volta a aparecer. Nas redes sociais, encontramos postagens de figuras p\u00fablicas que, a partir das baixas temperaturas deste inverno, questionam a exist\u00eancia do aquecimento global.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\"><a href=\"https:\/\/blog.waycarbon.com\/novo_blog\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Aquecimento-global.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2525 size-medium\" src=\"https:\/\/blog.waycarbon.com\/novo_blog\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Aquecimento-global-275x300.jpg\" alt=\"Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\" width=\"275\" height=\"300\" \/><\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\"><span style=\"font-weight: 400\">Em 2014, n\u00e3o foi diferente. <\/span><span style=\"font-weight: 400\">Duas semanas foram o bastante para que o ano se mostrasse como um per\u00edodo de extremos. Ao mesmo tempo em que o Brasil experimentou temperaturas bastante elevadas, com a sensa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica no Rio de Janeiro ultrapassando os 53 graus Celsius, uma intensa onda de frio nos Estados Unidos \u2013 a mais severa dos \u00faltimos 20 anos \u2013 ganhou as manchetes de todo o mundo.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Resultado de um fen\u00f4meno chamado v\u00f3rtice polar, as temperaturas na Am\u00e9rica do Norte alcan\u00e7aram n\u00edveis t\u00e3o baixos que tamb\u00e9m deram f\u00f4lego aos questionamentos feitos pelos \u201cc\u00e9ticos do aquecimento global\u201d, entre os quais membros do Partido Republicano, representantes da ala mais conservadora da imprensa norte-americana e, o atual presidente dos EUA (na \u00e9poca, &#8220;somente&#8221; magnata), Donald Trump. Em suma, a pergunta feita por todos eles era: &#8220;onde est\u00e1 o aquecimento global se os Estados Unidos est\u00e3o congelando?&#8221;<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/blog.waycarbon.com\/novo_blog\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/image15.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-2527 size-full\" src=\"https:\/\/blog.waycarbon.com\/novo_blog\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/image15.png\" alt=\"Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\" width=\"640\" height=\"286\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Ironicamente, o debate sobre a onda de frio tornou-se bastante acalorado no per\u00edodo. Foi necess\u00e1rio que o governo dos Estados Unidos, por meio de comunicado expedido pelo assessor cient\u00edfico de Barack Obama, Dr. John Holdren, se manifestasse sobre a aparente controv\u00e9rsia: \u201cSe voc\u00ea tem escutado que os per\u00edodos de frio extremo, como o que temos nos Estados Unidos agora, desmentem o aquecimento global, n\u00e3o acredite\u201d.<\/span><\/p>\n<h2><strong>Aquecimento global e mudan\u00e7as do clima<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Na verdade, n\u00e3o precisamos acompanhar essas discuss\u00f5es de perto para concluir que os argumentos empregados pelos c\u00e9ticos podem ser facilmente refutados. Afinal, ao se falar em aquecimento \u201cglobal\u201d, \u00e9 razo\u00e1vel supor que o fen\u00f4meno envolva toda a superf\u00edcie terrestre, e n\u00e3o apenas os Estados Unidos ou o Brasil, certo?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\"><span style=\"font-weight: 400\">N\u00e3o se deve esquecer que, enquanto o Brasil enfrenta temperaturas mais baixas do que a m\u00e9dia, v\u00e1rias localidades do Hemisf\u00e9rio Norte t\u00eam registrado temperaturas m\u00e1ximas hist\u00f3ricas, como Los Angeles, que alcan\u00e7ou aproximadamente 36<\/span><span style=\"font-weight: 400\">C\u00b0 <\/span><span style=\"font-weight: 400\">em julho deste ano<\/span><span style=\"font-weight: 400\">, quebrando um recorde de 131 anos, Xangai, em que est\u00e1 prevista a temperatura m\u00e1xima de 40,9 C\u00b0 e o Ir\u00e3, onde oficialmente foram registrados 53,7 graus celsius, a maior temperatura registrada no pa\u00eds.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Dados de longo prazo, como os representados no seguinte gr\u00e1fico da NASA, a Ag\u00eancia Espacial Norte-Americana, indicam que, apesar de varia\u00e7\u00f5es anuais de temperatura, cada uma das \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas tem sido, em m\u00e9dia, mais quente que a anterior:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\"><a href=\"https:\/\/blog.waycarbon.com\/novo_blog\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/tabela.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-178 size-large\" src=\"https:\/\/blog.waycarbon.com\/novo_blog\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/tabela-1024x406.jpg\" alt=\"mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\" width=\"810\" height=\"321\" srcset=\"https:\/\/waycarbon.com\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2014\/01\/tabela-1024x406.jpg 1024w, https:\/\/waycarbon.com\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2014\/01\/tabela-300x119.jpg 300w, https:\/\/waycarbon.com\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2014\/01\/tabela-768x304.jpg 768w, https:\/\/waycarbon.com\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2014\/01\/tabela-1536x608.jpg 1536w, https:\/\/waycarbon.com\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2014\/01\/tabela-2048x811.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 810px) 100vw, 810px\" \/><\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\"><em>(Clique na imagem para ampli\u00e1-la)\u00a0Fonte: NASA\/GISS.<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\"><span style=\"font-weight: 400\">O escrit\u00f3rio brit\u00e2nico de meteorologia <\/span><a href=\"http:\/\/www.metoffice.gov.uk\/news\/releases\/2016\/stateoftheglobalclimate2015\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><i><span style=\"font-weight: 400\">Met Office, <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">em 2015,<\/span> <span style=\"font-weight: 400\">tamb\u00e9m divulgou <\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">a informa\u00e7\u00e3o de que a temperatura m\u00e9dia do planeta naquele ano chegou a medir mais de 1C\u00b0 em rela\u00e7\u00e3o a temperatura do in\u00edcio da Revolu\u00e7\u00e3o industrial. \u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Veja o gif criado pelo cientista Ed Hawkins que mostra como a temperatura m\u00e9dia do planeta foi aumentando ao longo dos anos:<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium aligncenter\" src=\"https:\/\/blog.waycarbon.com\/novo_blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/TemperatureSpiral_small2.gif\" width=\"480\" height=\"480\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\"><span style=\"font-weight: 400\">O comportamento dos c\u00e9ticos do aquecimento global pode ser explicado por um estudo desenvolvido pela Universidade de Columbia e publicado na <\/span><a href=\"http:\/\/www.nature.com\/nclimate\/index.html?foxtrotcallback=true\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><span style=\"font-weight: 400\">Nature Climate Change<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> em janeiro de 2014. Os resultados desses estudos indicam que indiv\u00edduos tendem a acreditar mais nas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas em dias quentes do que em dias frios. O efeito, denominado \u201caquecimento local\u201d, resulta da tend\u00eancia desses indiv\u00edduos em basear suas opini\u00f5es em informa\u00e7\u00f5es de acesso mais f\u00e1cil e imediato (como a temperatura local), ainda que o conhecimento cient\u00edfico indique o contr\u00e1rio.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Na verdade, o aquecimento global n\u00e3o tem como \u00fanica consequ\u00eancia o aumento da temperatura do ar pr\u00f3ximo \u00e0 superf\u00edcie da Terra e dos oceanos. h\u00e1 raz\u00f5es cient\u00edficas para associar o aumento da frequ\u00eancia de eventos clim\u00e1ticos extremos \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Por\u00e9m, ainda n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias suficientes para atribuir a esse fen\u00f4meno os epis\u00f3dios vivenciados no Brasil e nos Estados Unidos, ao menos n\u00e3o de forma imediata. Por outro lado, tampouco h\u00e1 motivos para se refutar o aquecimento global.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: helvetica, arial, sans-serif\">\u00c9 dif\u00edcil afirmar que eventos espec\u00edficos s\u00e3o uma consequ\u00eancia direta das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Normalmente, a pr\u00e1tica cient\u00edfica consiste na observa\u00e7\u00e3o da ocorr\u00eancia desses eventos ao longo do tempo a fim de constatar poss\u00edveis mudan\u00e7as na sua frequ\u00eancia e na sua intensidade. Assim, somente no futuro poderemos saber, com base em uma s\u00e9rie hist\u00f3rica de ocorr\u00eancias, como a mudan\u00e7a do clima tem se manifestado por meio dos eventos clim\u00e1ticos extremos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: helvetica, arial, sans-serif\">Por sua complexidade, \u00e9 natural que o estudo das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas seja permeado de incertezas. Com a descoberta do \u201caquecimento local\u201d, por\u00e9m, podemos esperar que, no futuro, per\u00edodos frios ser\u00e3o acompanhados de novas ondas de declara\u00e7\u00f5es pol\u00eamicas emitidas por figuras p\u00fablicas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\"><strong>\u00a0<\/strong><\/span><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif\"><b>N\u00e3o nos deixemos enganar: fa\u00e7a chuva ou fa\u00e7a sol, o aquecimento global seguir\u00e1 sendo uma realidade. Cabe a n\u00f3s agir em resposta aos desafios que ele nos imp\u00f5e.<\/b><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto atualizado em julho de 2017 Neste ano, ondas de frio t\u00eam feito estados brasileiros vivenciarem baixas temperaturas que est\u00e3o chamando a aten\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o. 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