{"id":12545,"date":"2026-06-23T14:08:32","date_gmt":"2026-06-23T17:08:32","guid":{"rendered":"https:\/\/waycarbon.com\/pt\/?p=12545"},"modified":"2026-06-23T14:11:33","modified_gmt":"2026-06-23T17:11:33","slug":"a-dimensao-de-gestao-de-riscos-nas-normas-ifrs-s1-e-s2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/waycarbon.com\/pt\/blog\/a-dimensao-de-gestao-de-riscos-nas-normas-ifrs-s1-e-s2\/","title":{"rendered":"A dimens\u00e3o de Gest\u00e3o de Riscos nas normas IFRS S1 e S2"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Resolu\u00e7\u00e3o CVM n\u00ba 244 reposicionou o debate sobre reporte de sustentabilidade e clima no Brasil. Ao substituir a obrigatoriedade pela l\u00f3gica do \u201cPratique ou Explique\u201d, a norma tornou a decis\u00e3o de reportar uma escolha expl\u00edcita de posicionamento perante o mercado. Mas, como argumentamos em artigo recente, essa maturidade n\u00e3o se tornou opcional \u2013 e \u00e9 nesse contexto que a dimens\u00e3o de Gest\u00e3o de Riscos ganha ainda mais relev\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No artigo anterior, abordamos como a dimens\u00e3o de Estrat\u00e9gia tem foco na incorpora\u00e7\u00e3o dos riscos e as oportunidades de sustentabilidade e clima ao modelo de neg\u00f3cios, planejamento estrat\u00e9gico e decis\u00f5es financeiras. A dimens\u00e3o de Gest\u00e3o de Riscos avan\u00e7a nessa discuss\u00e3o ao trazer o olhar para os processos: como as empresas identificam, avaliam, priorizam e monitoram esses riscos e oportunidades? Esses processos operam de forma integrada ao restante da gest\u00e3o corporativa de riscos?<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O foco deve estar no processo e na integra\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O objetivo das divulga\u00e7\u00f5es de riscos \u00e9 duplo: i) que os usu\u00e1rios dos relat\u00f3rios financeiros consigam entender como os riscos e oportunidades s\u00e3o identificados, avaliados, priorizados e monitorados \u2013 e, a partir disso, ii) avaliar o perfil geral de riscos da organiza\u00e7\u00e3o e a robustez dos processos por tr\u00e1s dessa gest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As empresas devem demonstrar n\u00e3o apenas quais exposi\u00e7\u00f5es foram mapeadas, mas como essa identifica\u00e7\u00e3o ocorre, com quais dados e crit\u00e9rios, e como cada risco \u00e9 avaliado em termos de natureza, probabilidade e magnitude. O foco \u00e9 processual. Por exemplo, no \u00e2mbito clim\u00e1tico, isso significa explicitar quais cen\u00e1rios orientaram a identifica\u00e7\u00e3o \u2013 como os do IPCC ou NGFS \u2013 e como eles informaram a distin\u00e7\u00e3o entre riscos f\u00edsicos e de transi\u00e7\u00e3o, com qual frequ\u00eancia esses riscos s\u00e3o revisitados e se os processos evolu\u00edram em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo anterior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m dos riscos, as normas exigem que as empresas descrevam os processos utilizados para identificar, avaliar, priorizar e monitorar tamb\u00e9m as oportunidades relacionadas \u00e0 sustentabilidade e ao clima. Esse aspecto \u00e9 frequentemente negligenciado nas primeiras divulga\u00e7\u00f5es, quando a aten\u00e7\u00e3o tende a se concentrar nas exposi\u00e7\u00f5es negativas, mas tem relev\u00e2ncia normativa e estrat\u00e9gica equivalente. Assim, a dimens\u00e3o busca aferir a qualidade e a maturidade do mapeamento de riscos e oportunidades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ademais, as normas tamb\u00e9m tratam da integra\u00e7\u00e3o, questionando se, e como, esses processos dialogam com a estrutura corporativa de gest\u00e3o de riscos da entidade. N\u00e3o basta ter processos, \u00e9 preciso demonstrar que eles operam de forma sist\u00eamica e conectada \u00e0 governan\u00e7a corporativa. Isso significa, na pr\u00e1tica, que os riscos clim\u00e1ticos devem entrar na mesma matriz que orienta decis\u00f5es de investimento e aloca\u00e7\u00e3o de capital \u2013 e n\u00e3o operar como um exerc\u00edcio paralelo ao ERM corporativo. As normas ainda refor\u00e7am que, quando a supervis\u00e3o dos riscos \u00e9 gerenciada de forma integrada, a empresa deve apresentar divulga\u00e7\u00f5es integradas, evitando se\u00e7\u00f5es duplicadas por cada risco ou oportunidade identificado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Gest\u00e3o de riscos na pr\u00e1tica<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As primeiras divulga\u00e7\u00f5es brasileiras alinhadas ao CBPS 01 e CBPS 02 \/ IFRS S1 e S2 revelam abordagens distintas para a gest\u00e3o de riscos clim\u00e1ticos, mas com um ponto em comum: a preocupa\u00e7\u00e3o em demonstrar n\u00e3o apenas quais riscos foram identificados, mas como esse processo funciona e como ele se conecta \u00e0 estrutura corporativa de tomada de decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Vale: <\/strong>A Vale descreve uma estrutura de gest\u00e3o de riscos clim\u00e1ticos formalmente integrada ao seu processo corporativo de ERM. Os riscos clim\u00e1ticos s\u00e3o priorizados dentro da mesma matriz que avalia outros tipos de risco corporativo, e as oportunidades \u2013 como a demanda crescente por metais para a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica \u2013 s\u00e3o avaliados pelo mesmo processo.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Lojas Renner:<\/strong> A Renner aborda a gest\u00e3o de riscos a partir de avalia\u00e7\u00e3o de materialidade financeira, descrevendo como os riscos foram priorizados em rela\u00e7\u00e3o a outros tipos de risco corporativo. A empresa ainda indica que, mesmo quando os efeitos financeiros estimados n\u00e3o atingiram o limiar de materialidade estabelecido, optou por divulg\u00e1-los para dar transpar\u00eancia ao processo.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Irani Papel e Embalagem: <\/strong>A Irani descreve uma metodologia integrada \u00e0 sua Pol\u00edtica de Gerenciamento de Riscos corporativa, com identifica\u00e7\u00e3o e prioriza\u00e7\u00e3o conduzidas pela Diretoria Executiva e submetidas ao Conselho de Administra\u00e7\u00e3o. A empresa destaca que as oportunidades relacionadas ao clima superam os riscos no horizonte analisado, refor\u00e7ando que a gest\u00e3o prevista nas normas n\u00e3o se restringe a exposi\u00e7\u00f5es negativas.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Desafios recorrentes na implementa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A experi\u00eancia de apoio a empresas de diversos setores na prepara\u00e7\u00e3o para o reporte permite identificar dois desafios recorrentes na estrutura\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o de riscos prevista pelas normas:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O primeiro \u00e9 a fragmenta\u00e7\u00e3o interna: em muitas empresas, os processos de an\u00e1lise clim\u00e1tica e os processos de gest\u00e3o corporativa de riscos operam em paralelo, sem articula\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica. O resultado s\u00e3o mapeamentos de riscos clim\u00e1ticos que n\u00e3o entram na matriz de risco corporativo e, por isso, n\u00e3o influenciam a aloca\u00e7\u00e3o de capital nem a tomada de decis\u00e3o executiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O segundo desafio est\u00e1 na confiabilidade e rastreabilidade dos dados: o uso de modelos clim\u00e1ticos e premissas gen\u00e9ricas, pouco calibrados \u00e0 realidade espec\u00edfica da empresa, compromete a defesa das an\u00e1lises em processos de assegura\u00e7\u00e3o e na sua capacidade de apoiar decis\u00f5es. A robustez metodol\u00f3gica das an\u00e1lises de risco torna-se um dos principais elementos de diferencia\u00e7\u00e3o para quem opta por manter o compromisso com a divulga\u00e7\u00e3o \u2013 e um fator cada vez mais avaliado por investidores e ag\u00eancias de rating.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que uma gest\u00e3o de riscos robusta entrega al\u00e9m do reporte<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 medida que as empresas avan\u00e7am na estrutura\u00e7\u00e3o de seus processos, torna-se evidente que a dimens\u00e3o de Gest\u00e3o de Riscos vai al\u00e9m do que se divulga: ela estrutura o que se sabe. Um processo robusto de identifica\u00e7\u00e3o, avalia\u00e7\u00e3o, prioriza\u00e7\u00e3o e monitoramento de riscos clim\u00e1ticos e de sustentabilidade gera valor concreto independentemente da obrigatoriedade de reporte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 medida que as empresas avan\u00e7am na estrutura\u00e7\u00e3o de seus processos, torna-se evidente que a dimens\u00e3o de Gest\u00e3o de Riscos vai al\u00e9m do que se divulga: ela estrutura o que se sabe. Um processo robusto de identifica\u00e7\u00e3o, avalia\u00e7\u00e3o, prioriza\u00e7\u00e3o e monitoramento de riscos clim\u00e1ticos e de sustentabilidade gera valor concreto independentemente da obrigatoriedade de reporte.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Antecipa\u00e7\u00e3o de riscos antes de sua materializa\u00e7\u00e3o em perdas<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O principal benef\u00edcio de um processo estruturado de gest\u00e3o de riscos clim\u00e1ticos \u00e9 a capacidade de identificar exposi\u00e7\u00f5es antes que se traduzam em interrup\u00e7\u00f5es operacionais, danos a ativos ou custos regulat\u00f3rios inesperados. Empresas com esse processo maduro saem de uma postura reativa, que responde ao evento quando ele j\u00e1 ocorreu, para uma postura prospectiva, que orienta decis\u00f5es de investimento, localiza\u00e7\u00e3o de ativos e rela\u00e7\u00e3o com fornecedores com base em cen\u00e1rios antecipados.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Credibilidade junto a investidores e acesso a capital<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Investidores institucionais, ag\u00eancias de rating e credores utilizam as divulga\u00e7\u00f5es sobre gest\u00e3o de riscos como insumo para avaliar a resili\u00eancia das empresas a choques clim\u00e1ticos e de transi\u00e7\u00e3o. A qualidade do processo descrito, e n\u00e3o apenas o resultado do mapeamento, \u00e9 um sinal da maturidade da gest\u00e3o corporativa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Coer\u00eancia interna entre \u00e1reas e melhoria da tomada de decis\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O requisito de integra\u00e7\u00e3o ao processo geral de gest\u00e3o de riscos promove, quando implementado de fato, uma coer\u00eancia interna que vai al\u00e9m do reporte. Quando os riscos clim\u00e1ticos entram na mesma matriz de riscos que orienta decis\u00f5es de investimento, expans\u00e3o e aloca\u00e7\u00e3o de capital, as \u00e1reas de sustentabilidade, finan\u00e7as, opera\u00e7\u00f5es e estrat\u00e9gia passam a operar a partir de uma base informacional comum, reduzindo o risco de decis\u00f5es inconsistentes e aumentando a capacidade da empresa de responder de forma coordenada a choques externos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse \u00e9, talvez, o efeito mais dif\u00edcil de medir, mas o mais duradouro: a gest\u00e3o de riscos clim\u00e1ticos bem estruturada n\u00e3o entrega apenas um relat\u00f3rio; entrega uma organiza\u00e7\u00e3o com maior capacidade de antecipar, adaptar e responder.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Antecipa\u00e7\u00e3o como elemento-chave da implementa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A dimens\u00e3o de Gest\u00e3o de Riscos nas normas IFRS S1 e S2 \/ CBPS 01 e CBPS 02 representa muito mais do que uma lista de informa\u00e7\u00f5es a divulgar. Ela estabelece um padr\u00e3o de qualidade para os processos internos das empresas: como identificam, avaliam, priorizam e monitoram seus riscos e oportunidades de sustentabilidade e clima; com quais dados e crit\u00e9rios operam; e como esses processos se integram ao restante da gest\u00e3o corporativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As primeiras divulga\u00e7\u00f5es brasileiras, como os cases apresentados de Vale, Lojas Renner e Irani, revelam que o caminho \u00e9 poss\u00edvel e que h\u00e1 diferentes formas de estruturar esse processo de acordo com o porte, o setor e o est\u00e1gio de maturidade de cada empresa. O que as tr\u00eas t\u00eam em comum \u00e9 justamente o ponto central exigido pelas normas: a integra\u00e7\u00e3o entre o processo de gest\u00e3o de riscos clim\u00e1ticos e a estrutura corporativa de tomada de decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para empresas em est\u00e1gio inicial, o ponto de partida \u00e9 a documenta\u00e7\u00e3o dos processos existentes e a defini\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios expl\u00edcitos de avalia\u00e7\u00e3o e prioriza\u00e7\u00e3o de riscos. Para aquelas com processos mais avan\u00e7ados, o desafio est\u00e1 em garantir rastreabilidade, robustez metodol\u00f3gica e integra\u00e7\u00e3o formal ao ERM corporativo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais do que antecipar uma exig\u00eancia regulat\u00f3ria, avan\u00e7ar desde j\u00e1 nessa agenda \u00e9 uma oportunidade de fortalecer a tomada de decis\u00e3o estrat\u00e9gica, ampliar a resili\u00eancia dos neg\u00f3cios e qualificar o di\u00e1logo com investidores.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><\/h2>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Refer\u00eancias<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios. Resolu\u00e7\u00e3o CVM n\u00ba 193\/2023. Rio de Janeiro, 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios. Of\u00edcio Circular n\u00ba 1\/2026\/CVM\/SNC\/GNC. Rio de Janeiro, 2026.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CBPS \/ ISSB. Pronunciamento T\u00e9cnico CBPS 01 \u2013 Requisitos Gerais para Divulga\u00e7\u00e3o de Informa\u00e7\u00f5es Financeiras Relacionadas \u00e0 Sustentabilidade. CVM, 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CBPS \/ ISSB. Pronunciamento T\u00e9cnico CBPS 02 \u2013 Divulga\u00e7\u00e3o de Informa\u00e7\u00f5es Relacionadas ao Clima. CVM, 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Irani Papel e Embalagem S.A. Relat\u00f3rio de Informa\u00e7\u00f5es Financeiras Relacionadas \u00e0 Sustentabilidade. Exerc\u00edcio de 2025 (divulga\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria antecipada). Dispon\u00edvel em: https:\/\/irani.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Irani-Relatorio-de-Informacoes-Financeiras-Relacionadas-a-Sustentabilidade-2025.pdf<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lojas Renner S.A. Relat\u00f3rio de Informa\u00e7\u00f5es Financeiras Relacionadas \u00e0 Sustentabilidade. Exerc\u00edcio de 2024. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.lojasrennersa.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Informacoes-financeiras-relacionadas-a-sustentabilidade-clima-IFRS-S1-e-S2-_-CBPS-1-e-2.pdf<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vale S.A. Relat\u00f3rio de Informa\u00e7\u00f5es Financeiras Relacionadas \u00e0 Sustentabilidade. Exerc\u00edcio de 2024. Dispon\u00edvel em: [https:\/\/www.vale.com\/pt\/w\/vale-divulga-seu-primeiro-relatorio-de-informacoes-financeiras-relacionadas-a-sustentabilidade].<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Resolu\u00e7\u00e3o CVM n\u00ba 244 reposicionou o debate sobre reporte de sustentabilidade e clima no Brasil. Ao substituir a obrigatoriedade pela l\u00f3gica do \u201cPratique ou Explique\u201d, a norma tornou a decis\u00e3o de reportar uma escolha expl\u00edcita de posicionamento perante o mercado. 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